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O poder de um nome: encontro entre culturas através da língua chinesa

12.02.2026 13h35 

Ela é Amy em Garota Exemplar, Jane Bennet em Orgulho e Preconceito, uma atriz britânica vencedora do Globo de Ouro e indicada ao Oscar, e também uma entusiasta da língua chinesa que frequentemente viraliza ao citar provérbios chineses de improviso. Nas ruas de Londres, no Reino Unido, quando alguém a chama em chinês de “Pei Chunhua”, ela se vira com um sorriso cúmplice; ao relembrar esses momentos, costuma suspirar: “é realmente muito bonito”.

Recentemente, Rosamund Pike esteve na China participando de diversas atividades de intercâmbio cultural e desejou aos internautas chineses, em chinês, votos de sucesso no Ano do Cavalo. Em entrevista exclusiva ao Diário do Povo, ela afirmou: “O chinês é uma ponte para a excelente cultura tradicional chinesa. Só dominando o chinês é possível ter a chance de compreender de verdade o quão fascinante a China é”.

Rosamund Pike contou aos repórteres que seu nome chinês lhe abriu uma janela para conhecer a China. Em 2015, durante sua participação no Festival Internacional de Cinema de Shanghai, ela quis usar um nome chinês para deixar uma impressão mais profunda no público chinês e, assim, junto com um amigo chinês, criou o nome “Pei Chunhua”.

“‘Pei’ tem uma pronúncia semelhante ao meu sobrenome em inglês, Pike; ‘Chun’ representa a honestidade e a sinceridade que eu prezo, além de ter o sentido de pureza; ‘Hua’ refere-se tanto à beleza das flores quanto simboliza a própria China”, explicou, sobre o significado do nome.

O nome não é apenas um símbolo, mas também uma expressão de sua iniciativa em abraçar a cultura chinesa. Rosamund Pike menciona com frequência as qualidades da cultura chinesa que mais admira — a modéstia e a piedade filial. “Ao visitar uma família chinesa, é sempre possível sentir como os anfitriões combinam calor humano e hospitalidade com discrição e humildade de maneira perfeita.”

Ela acredita que essas qualidades diferem da tradição das sociedades ocidentais, que tendem a valorizar mais a afirmação da individualidade. Ao mesmo tempo, ela compreende que, por trás da piedade filial, está o respeito dos chineses pelos mais velhos e pela experiência: “Na cultura chinesa, as pessoas idosas são frequentemente vistas como um repositório de sabedoria, e não apenas como ‘pessoas de idade’”.

Além de estudar chinês com dedicação, a atriz há muito tempo incentiva e apoia os filhos a aprenderem a língua, “na esperança de que a cultura chinesa possa fornecer um caminho espiritual para o crescimento das crianças”. Ela encoraja os filhos a participarem da competição mundial de língua chinesa “Chinese Bridge”. Em sua visão, o concurso é uma plataforma em que jovens do mundo todo usam o chinês como elo para diálogos culturais profundos e para a construção de amizades; acompanhá-los na preparação para a competição é também um processo contínuo de redescoberta e de renovação da identificação cultural.

“O chinês nos ensina a encarar o mundo a partir de diferentes perspectivas. As relações entre países precisam de intercâmbios calorosos entre os povos”. Do gosto pela língua chinesa ao amor pela cultura chinesa, e daí a contar histórias da China, a família de Rosamund Pike já foi muito além de simplesmente “apreciar a paisagem sobre a ponte”.

Nesta visita à China, Pike trouxe obras voltadas ao intercâmbio cultural entre o Reino Unido e a China. “No ano passado, protagonizei a peça Tudo o que Não É Exaustivo no Teatro Nacional do Reino Unido; desta vez, exibimos em Shanghai e Beijing a versão em alta definição da gravação ao vivo da peça. O espetáculo aborda os dilemas profissionais das mulheres, e espero que seu tema desperte ressonância intercultural”.

Pike acompanha atentamente o desenvolvimento da indústria cinematográfica chinesa. Ela admira profundamente a sinceridade artística demonstrada por atores chineses premiados no Festival Internacional de Cinema de Veneza, observa o sucesso comercial e o impacto social alcançados pelo cinema chinês e se encanta com a estética cinematográfica chinesa, única e cheia de poesia.

Ao mesmo tempo, é uma participant

e ativa na difusão da China em todo o mundo, tendo sido uma entusiasta promotora do projeto da série em inglês de O Problema dos Três Corpos.

Há mais de 20 anos, Rosamund Pike viajou sozinha à China com uma mochila nas costas para explorar Yunnan. Ao longo desses anos, ela voltou várias vezes ao país, seja para revisitar lugares conhecidos, seja para iniciar novos trajetos, tornando-se uma testemunha do desenvolvimento da China. Em Tianjin, ela e os filhos visitaram fábricas inteligentes, museus de ciência e tecnologia e portos, sentindo o pulso da modernização à chinesa e o potencial da cooperação sino-britânica.

“Espero que, no futuro, seja possível levar peças teatrais chinesas aos palcos britânicos, assim como minhas obras vieram desta vez à China. Terei grande prazer em participar dessa divulgação, para que mais espectadores britânicos possam assistir a narrativas da China contemporânea”, afirmou.