Zhong Sheng
A convite do presidente chinês Xi Jinping, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizará uma visita de Estado à China entre os dias 13 e 15 de maio. Este será o primeiro encontro presencial entre os dois chefes de Estado neste ano e também a primeira reunião em Beijing após nove anos. A comunidade internacional acompanha o encontro com grande expectativa, esperando que ele traga estabilidade a um mundo turbulento, demonstre responsabilidade das grandes potências e contribua com sua força para a ordem internacional.
Compreender as relações China–EUA exige uma visão ampla e perspectiva de longo prazo. Nas últimas cinco décadas, a restauração e o desenvolvimento das relações sino-americanas beneficiaram os dois países e o mundo. No futuro, a capacidade de ambas as nações encontrarem uma forma correta de convivência influenciará profundamente o destino da humanidade.
Em meio às grandes transformações do século, tanto a China quanto os EUA e o restante do mundo passaram por mudanças profundas. Ainda assim, a política chinesa em relação aos EUA manteve uma elevada continuidade e estabilidade, persistindo nos princípios de respeito mútuo, coexistência pacífica e cooperação vantajosa para ambos.
Sob uma perspectiva histórica ampla, o peso global da cooperação entre China e EUA aumenta cada vez mais, e a comunidade internacional necessita urgentemente de uma relação estável e construtiva entre os dois países. Promover um desenvolvimento saudável, estável e sustentável das relações bilaterais atende aos interesses comuns da China, dos EUA e do mundo, sendo uma escolha responsável diante da história, dos povos e da comunidade internacional.
A diplomacia entre chefes de Estado é a “bússola” e a “âncora estabilizadora” das relações sino-americanas, desempenhando um papel estratégico insubstituível. No último ano, Xi Jinping e Donald Trump mantiveram diversas conversas e reuniram-se em Busan, corrigindo rumos em momentos cruciais, impulsionando as relações bilaterais e transmitindo sinais positivos ao mundo. As interações entre os líderes não apenas oferecem orientação estratégica, mas representam também diálogos francos voltados à preservação de limites fundamentais.
Xi Jinping reiterou diversas vezes a posição de princípio da China sobre a questão de Taiwan: o tema constitui o núcleo dos interesses centrais chineses, a base política fundamental das relações China–EUA, a primeira linha vermelha intransponível e também o maior fator de risco. Ao deixar suas linhas vermelhas claras, a China busca evitar mal-entendidos e erros de cálculo, bem como prevenir conflitos e confrontos.
Os EUA devem respeitar o princípio de “uma só China”, os três comunicados conjuntos sino-americanos e os compromissos relacionados, adotando ações concretas para preservar o quadro geral das relações bilaterais e a paz e estabilidade mundiais.
Como as duas maiores economias do mundo, China e EUA representam juntas mais de um terço da economia global, enquanto o comércio de bens entre os dois países corresponde a cerca de um quinto do total mundial. As interações bilaterais influenciam profundamente tanto as economias nacionais quanto a economia global.
Dados mostram que as oscilações no comércio sino-americano em 2025 desaceleraram diretamente o crescimento do comércio mundial em cerca de 10%.
Sob a orientação do consenso alcançado pelos chefes de Estado, as equipes dos dois lados já realizaram seis rodadas de negociações e obtiveram uma série de resultados, acrescentando estabilidade às relações econômicas e comerciais e à economia mundial.
Em um momento em que a recuperação econômica global permanece titubeante, relações econômicas saudáveis e estáveis entre China e EUA constituem um importante motor para restaurar a confiança e impulsionar a recuperação. Ambas as partes devem considerar o panorama geral e os interesses de longo prazo, permitindo que o comércio continue sendo o “pilar estabilizador” e o “propulsor” das relações sino-americanas, ampliando a margem de cooperação e promovendo prosperidade compartilhada.
Enfrentar desafios globais como mudanças climáticas, segurança da inteligência artificial e conflitos regionais depende inevitavelmente da coordenação entre China e EUA. A competição entre grandes potências não deve se tornar a principal tendência da época; somente a união e a cooperação permitem superar dificuldades comuns. O ano de 2026 é crucial para o desenvolvimento de ambos os países: a China inicia seu “15º Plano Quinquenal”, enquanto os EUA celebram os 250 anos de independência.
Além disso, os dois países sediarão, respectivamente, a reunião informal de líderes da APEC e a cúpula do G20, assumindo importantes responsabilidades no impulso ao desenvolvimento regional e no aperfeiçoamento da governança econômica global.
Quanto mais turbulento o mundo se torna, mais necessárias são as forças de estabilidade. A China e os EUA devem recorrer a suas respectivas capacidades e avançar juntos, realizando mais ações concretas benéficas aos dois países e ao mundo, oferecendo soluções em que “1 + 1 > 2” para enfrentar desafios globais. Espera-se que este encontro entre os chefes de Estado sirva como oportunidade para que China e EUA trilhem conjuntamente o caminho correto de respeito mútuo, coexistência pacífica e cooperação vantajosa para ambos, alcançando sucesso e prosperidade compartilhados em benefício dos dois povos e do mundo inteiro.
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