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Diplomacia entre chefes de Estado prestes a abrir um novo capítulo nas relações China-EUA

13.05.2026 16h31 

Zhang Siyuan

A convite do presidente da China, Xi Jinping, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizará uma visita de Estado à China entre os dias 13 e 15 de maio. Esta será a primeira visita de um presidente americano à China após nove anos, a primeira visita de Trump à China em seu segundo mandato, e também o primeiro encontro presencial entre os líderes chinês e americano este ano. O encontro entre os dois líderes em Beijing atrai a atenção do mundo inteiro. A visita possui grande significado histórico para o desenvolvimento das relações China-EUA na nova era.

Neste ano, tanto a China quanto os Estados Unidos têm importantes agendas nacionais. A quarta sessão da 14ª Assembleia Popular Nacional da China aprovou o plano do 15º Plano Quinquenal, estabelecendo a direção para o desenvolvimento econômico e social do próximo período. O povo chinês está empenhado em garantir um bom início para essa nova etapa. O processo de modernização ao estilo chinês avança de forma constante e proporcionará mais oportunidades para todos os países, incluindo os Estados Unidos. Os EUA também celebrarão os 250 anos de sua independência. A China sediará a Reunião Informal de Líderes da APEC, enquanto que os Estados Unidos sediarão a Cúpula do G20. Por meio deste encontro entre os chefes de Estado, China e EUA poderão aprofundar o intercâmbio de experiências de governança, fortalecer o apoio mútuo e impulsionar o desenvolvimento econômico e social de ambos os países, contribuindo positivamente para a estabilidade e prosperidade mundial.

A diplomacia entre líderes desempenha um papel estratégico insubstituível nas relações sino-americanas. Desde o ano passado, os dois presidentes mantiveram comunicação estreita sobre as relações bilaterais e questões internacionais e regionais por meio do encontro em Busan e de cinco telefonemas. Isso ajudou a “dirigir” o grande navio das relações China-EUA através das turbulências, mantendo um rumo estável. Este ano é considerado um “grande ano” para as relações entre os dois países, e a agenda de intercâmbios de alto nível já está sobre a mesa. A China e os EUA devem aproveitar a visita de Trump como uma oportunidade para reforçar a comunicação estratégica, elaborar diretrizes de alto nível para o desenvolvimento das relações bilaterais e promover novos avanços, beneficiando ambos os povos e o mundo. Que 2026 se torne um ano simbólico para relações China-EUA mais estáveis, saudáveis e sustentáveis.

Atualmente, o mundo passa por transformações profundas e aceleradas, com crescente instabilidade internacional. O fortalecimento da cooperação entre China e EUA é uma expectativa compartilhada globalmente. Como as duas maiores economias do mundo e membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, China e EUA não podem deixar de dialogar, pois isso apenas levaria a mal-entendidos e erros de julgamento. A forma como administrarem sua relação impactará diretamente o destino do mundo. A cooperação traz benefícios mútuos, enquanto que o confronto, prejuízos para ambos. Os dois países podem ser parceiros e amigos, alcançando prosperidade conjunta. Essa é uma lição da história e também uma necessidade da realidade.

O presidente Xi Jinping resumiu décadas de experiência e lições nas relações sino-americanas e afirmou que os dois países devem se respeitar mutuamente, coexistir pacificamente e buscar cooperação vantajosa para ambos. A China e os EUA precisam encontrar a forma correta de convivência. O planeta é grande o suficiente para acomodar o desenvolvimento independente e conjunto de ambos. Acredita-se que a visita de Trump à China ajudará os dois lados a encontrar esse caminho correto, ampliar a lista de cooperação, reduzir a lista de problemas e injetar novo impulso nas relações bilaterais, além de permitir que trabalhem juntos em iniciativas benéficas para os dois países e para o mundo.

Como duas grandes potências com realidades nacionais distintas, é inevitável que existam divergências entre China e EUA. O essencial é respeitar os interesses centrais e as principais preocupações de cada lado, encontrando formas adequadas de resolver os problemas. A China está em um momento crucial de promoção abrangente da construção de um país forte e do rejuvenescimento nacional por meio da modernização chinesa, mantendo firme sua determinação de defender soberania, segurança e interesses de desenvolvimento. A questão de Taiwan é o núcleo dos interesses centrais da China, a base política fundamental das relações China-EUA e a principal linha vermelha que não pode ser ultrapassada. Os Estados Unidos devem respeitar efetivamente o princípio de “Uma Só China” e os três comunicados conjuntos sino-americanos, interromper imediatamente a venda de armas para Taiwan e lidar adequadamente com a questão de Taiwan.

Desde o ano passado, a China e os EUA realizaram seis rodadas de consultas econômicas e comerciais baseadas em igualdade, respeito e reciprocidade, estando atualmente em uma nova rodada de negociações. Uma série de resultados já foi alcançada, demonstrando plenamente que ambos os lados podem administrar divergências por meio do diálogo e consultas em pé de igualdade, alcançando resultados satisfatórios para os povos dos dois países e bem recebidos pela comunidade internacional.

A esperança das relações China-EUA está nos povos, a base está na sociedade civil, o futuro está na juventude e a vitalidade está nas regiões locais. Desde que Xi Jinping anunciou, em novembro de 2023, a iniciativa de “convidar 50 mil jovens americanos para estudar e realizar intercâmbio na China nos próximos cinco anos”, muitos jovens americanos responderam positivamente e participaram, demonstrando o vigor crescente dos intercâmbios culturais entre os dois países.

No final do ano passado, uma pesquisa do Conselho de Assuntos Globais de Chicago mostrou que 53% dos americanos apoiam relações amistosas, cooperação e engajamento com a China. A tendência “tornar-se chinês” continua popular nas redes sociais americanas, refletindo o desejo dos povos dos dois países de se aproximarem e se conhecerem melhor. A China e os EUA precisam de cada vez mais “mensageiros da amizade” atravessando o Pacífico. Espera-se que a visita de Trump incentive mais contatos, viagens e intercâmbios entre os povos dos dois países, escrevendo novas histórias de amizade na nova era.

O futuro das relações China-EUA é promissor. Com esforços conjuntos, a visão de respeito mútuo, coexistência pacífica e cooperação vantajosa para ambos será finalmente concretizada. Espera-se que os Estados Unidos avancem na mesma direção que a China para garantir o sucesso da visita de Trump e abrir um novo capítulo nas relações bilaterais, trazendo mais estabilidade e energia positiva ao mundo.

(O autor é observador das questões internacionais)