Laurence Freeman

A cooperação entre a China e os Estados Unidos injetará um forte impulso na estabilidade, no desenvolvimento e na prosperidade globais, tornando o mundo um lugar melhor.
No dia 14 de maio, o presidente chinês Xi Jinping reuniu-se no Grande Salão do Povo, em Beijing, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que realizou uma visita de Estado à China. O encontro entre os líderes da China e dos EUA é de extrema importância não apenas para os dois países, mas também para o mundo. Como as duas maiores economias do planeta, as decisões tomadas por ambos e os rumos futuros de suas políticas terão impacto significativo globalmente. Essa reunião definiu o tom e a direção do desenvolvimento das relações sino-americanas, representando uma oportunidade crucial para promover um desenvolvimento saudável dessas relações.
A manutenção do diálogo e da comunicação entre a China e os Estados Unidos contribui para ampliar a confiança mútua, administrar divergências, expandir consensos e promover a cooperação. A China e os EUA são importantes parceiros comerciais um do outro. Ambos possuem vantagens próprias e forte complementaridade em áreas como recursos naturais, mercado, capital e tecnologia, o que oferece amplo espaço para cooperação. Aqueles que defendem o “desacoplamento” e a ruptura das cadeias produtivas claramente carecem de uma avaliação racional.
Em um contexto internacional marcado pelo aumento das incertezas, a preservação de relações econômicas e comerciais estáveis, saudáveis e sustentáveis entre China e EUA, ajuda a manter a estabilidade das cadeias globais de produção e suprimentos, fortalece a confiança do mercado e atende aos interesses comuns dos povos dos dois países, além de proporcionar mais estabilidade e previsibilidade para a economia mundial.
Guerras tarifárias e guerras comerciais não têm vencedores. Os Estados Unidos devem abandonar a mentalidade de soma zero, reconhecer o enorme potencial da cooperação sino-americana e adotar uma visão de ganhos mútuos, contribuindo para melhorar as condições de vida ao redor do mundo e promover o desenvolvimento compartilhado.
Na verdade, o povo americano nutre sentimentos amistosos em relação à China e demonstra grande expectativa por intercâmbios e visitas ao país. Há dois anos, visitei Beijing e permaneci ali por nove dias, experienciando pessoalmente a sinceridade, o entusiasmo e a cordialidade do povo chinês, além de perceber suas expectativas genuínas em relação à amizade entre os povos da China e dos EUA. Recentemente, um amigo meu viajou para a China e teve uma experiência extremamente agradável, sentindo profundamente a hospitalidade calorosa dos chineses. Foi justamente por causa dessas boas experiências anteriores que eu e minha família planejamos viajar novamente para a China neste verão.
O encontro entre os líderes dos dois países traz novo impulso aos intercâmbios amistosos entre os povos, amplia o entendimento dos americanos sobre a China e os incentiva a se aproximarem verdadeiramente desse país repleto de encanto, testemunhando com os próprios olhos o cenário vibrante em que civilização antiga e desenvolvimento moderno coexistem harmoniosamente.
Ao observar a situação internacional e o desenvolvimento das relações bilaterais, não há razão para que China e EUA caminhem rumo ao confronto. Quando cooperam, ambos se beneficiam; quando entram em conflito, ambos saem prejudicados. Os dois países podem perfeitamente alcançar sucesso mútuo e prosperar juntos. A cooperação entre China e Estados Unidos injetará forte impulso na estabilidade, no desenvolvimento e na prosperidade globais, tornando o mundo um lugar melhor.
Espera-se que ambos os países trabalhem juntos para manter relações bilaterais estáveis, saudáveis e sustentáveis, enfrentem conjuntamente os desafios globais, empenhem-se na redução da fome e da pobreza, ajudem países menos desenvolvidos a alcançar a industrialização, promovam o crescimento sustentável da economia mundial e preservem a paz e a prosperidade globais.
(O autor é especialista americano em assuntos internacionais.)
Endereço: Edifício 5, Diário do Povo, nº 2, rua Jintai Xilu, distrito de Chaoyang, Beijing, China
Tel: 86-10-65363107/86-10-65366220/86-10-65363106